Contrariando a onda de fazer ratos feios (Mickey Feio), a Tassia fez uma estampa bonitinha de camiseta:
Votem lá!
Contrariando a onda de fazer ratos feios (Mickey Feio), a Tassia fez uma estampa bonitinha de camiseta:
Votem lá!
“Aos 16 anos, matei meu professor de lógica. (…) e fui morar sob uma ponte do Sena, embora nunca tenha estado em Paris.
À noite a lua vem da Ásia, mas pode não vir, o que demonstra que nem tudo neste mundo é perfeito.
Mesmo morto, continuarei dando meu testemunho de morto. Esta chuva imóvel, serei eu que a estarei cuspindo.
Estou lírico como um teatro de ópera, e é bom que assim seja, que assim esteja, nesta noite tão rica em presságios, tão próxima do abismo dos céus e dos abismos do mar.
Saí para matar o tempo e matei-o.
Copacabana é um bairro onde se pode viver tranqüilamente, desde que se seja louco.
Essas frases fazem parte de enredos lacunares, feitos de cenas e situações que parecem não levar a lugar algum, e que, em O púcaro búlgaro, seu último livro, compõem a viagem a lugar algum. Campos de Carvalho seduz o leitor pela leveza e naturalidade. Talvez isso ocorra pelo modo como escrevia, espontaneamente (O púcaro búlgaro teria sido realizado em 24 dias), movido por um rigor que o obrigava a proibir-se de refazer seus textos. Deixou-nos, por isso, uma prosa fluente em sua descontinuidade.”

O Púcaro Búlgaro
Teatro Sesc Anchieta
Rua Doutor Vila Nova, 245 - Consolação
3234-3000
Fui ver! Muy bueno!!