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Jó, sua paciência e seus escravos…

Posted in tudo at October 16th, 2005 / 16 Comments »

Estava eu tranquila lendo um livro quando me deparo com alguma referência a paciência de Jó. Me lembrei quando um amigo tinha perguntado o que tinha a ver a paciência de Jó com os escravos de Jó.

Evidentemente, fui tentar me informar sobre esse interessantíssimo assunto e descobri que a história da paciência de Jó é bíblica! As vezes me espanto como me crismei e não sei nada disso…

Resumidamente, Jó era um servo bom e fiel a Deus. Um dia o diabo lançou um desafio para Deus, dizendo que se ele tirasse tudo Jó tinha, ele não continuaria sendo um servo fiel. Deus aceitou o desafio e deixou que o diabo tirasse tudo de Jó, menos sua vida. E no final das contas o diabo se dá mal porque Jó mesmo todo fud*** continua fiel a Deus.

Final surpreendente não? Mas e os tais escravos de Jó? Que raios tem a ver com isso?

Aparentemente nada. Talvez a ligação mais próxima fosse da mãe desse Jó que tinha escravos, que queria que seu filho fosse paciente e lhe deu esse nome em homenagem a história bíblica.

O mistério continuáva… quem seriam esses escravos? E o que raios seria esse Caxangá que eles jogavam? Algo equivalente a cartas? Dados? Jogo de tabuleiro? Em nova pesquisa descubro que os escravos eram grandes jogadores e que os Quilombos eram na verdade Cassinos disfarçados. Entre os jogos preferidos dos escravos estavam “Chibatada”, “O Tronco” e a “Grande Fuga”, este último criado pelo célebre jogador Zumbi dos Palmares.

E o que seria Zambelê? Seria o apelido de Zé Pereira? Por que algumas versões da música possuem esse nome? Teria Zambelê alguma coisa a ver com Zabelê (segundo o dicionário um pássaro)? E por que raios os escravos queriam que deixassem esse/isso ficar!?!?? Enfim, muito mistério em uma música só.

Segundo o Deus da minha religião (Google), a teoria mais aceita sobre a música dos “escravos de Jó”, é que ela é um ode ao homossexualismo.

“A cantiga viria dos acampamentos militares espartanos, famosos por incentivar namoros entre seus soldados, que assim lutariam com mais bravura. Esses soldados eram normalmente recrutados entre os escravos. Jó teria sido um famoso general, amante de Péricles numa das mais belas páginas da história antiga devido à rivalidade entre suas cidades. Ele escrevera alguns livros, hoje perdidos, estabelecendo a relação entre guerra e homossexualismo.

“O verso Escravos de Jó jogavam caxangá significava que os escravos sexuais de Jó faziam brincadeiras entre eles. Caxangá, em grego vulgar arcaico, era uma dança sensual, vinda da Turquia, em que os órgãos sexuais dos dançarinos se tocavam.” Ou seja, além de Cassinos os Quilombos eram aspirantes à “Casas da Luz Vermelha”.

Tira, bota deixa o zambelê (ou Zé Pereira) ficar - referência clara à penetração e à necessária permissão da parte passiva.” Lembrando que zabelê é um pássaro e que o membro necessário a penetração é comumente associado a nomes de pássaros, como por exemplo o filho da galinha.

Guerreiros com guerreiros fazem zig-zig-zá — novamente, referências aos jogos sexuais; aqui está configurada uma orgia, realizada alegremente nos acampamentos dos valorosos espartanos.” Já nessa parte eu discordo, associando o zig-zig-zá não à um jogo mas sim ao movimento realizado pelos escravos no momento do ato.